A tirania da minoria

Há algum tempo atrás falamos sobre a mentira que contaram pra gente (e na qual acreditamos) sobre a maioria ter poder absoluto de decisão. Como falamos, não é bem assim. Mas se precisamos ter formas de nos proteger da maioria, por outro lado também temos de nos proteger das minorias!

Quando, pra nos proteger dos perigos da maioria, criamos mecanismos e instituições ruins, acabamos dando poder demais a grupos pouco significativos. Na ânsia de proteger as minorias, acabamos criando uma série de leis que, na verdade, apenas bagunçam ainda mais a vida das pessoas, e permitem abusos tão perigosos quanto aqueles que poderiam ser praticados pelas maiorias.

Nem toda decisão da maioria é abusiva, e isso é que cria a confusão. Se uma maioria decide, em um prédio, que devem construir uma nova piscina, a minoria deve aceitar a decisão. Se uma pessoa qualquer pudesse vetar a vontade da maioria, nesse caso, ela própria estaria sendo uma tirana.

Quando aceitamos as regras do jogo – as regras de morar em um condomínio, por exemplo -, devemos aceitar que as decisões majoritárias são legítimas, exceto se causarem uma agressão direta aos direitos individuais. Como minoria, temos a obrigação de defender nossas posições e aceitar eventuais derrotas. Como maioria, temos a obrigação de respeitar os direitos individuais de quaisquer pessoas, sempre.

Não podemos confundir direitos individuais com poder de veto a qualquer decisão, ou teremos uma tirania da minoria.
Não podemos confundir direitos individuais com poder de veto a qualquer decisão, ou teremos uma tirania da minoria.

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